segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Embriagado com seu beijo
Me perdi pela cidade
Soneguei idade
Em nome do desejo

Um coração que me abrigue
Era a procura
O seu abraço, a cura
O seu nome?

Você que, como uma punhalada
Meu coração triste invadiu,
Você que, forte como manada
De demônios, louca surgiu

Faz em mim uma bagunça
Com esse olho de ilha deserta
Assim eu senti, nunca
Esperança de felicidade certa

Essa voz doce que conforta
Minha vida insana e torta
Profere grandes dizeres
Faz-me ter fé na calma
Acalanta minha alma
Desperta estranhos poderes.

Pequena
Não sei o que faço
Para ter seu abraço
Enquanto respirar.
Se errado fizer
Foi querendo acertar
Mais ainda te amar
Pra lhe ter como mulher.

Um comentário:

Cito Rodrigues disse...

estrofe 3: Vampiro de Baudelaire
estrofe 4, verso 2: O Mistério do Fundo do Olho de Lula Queiroga